quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Os jogos no ensino da matemática"

As novas tendências pedagógicas demonstram que o jogo é uma estratégia educacional que interage nas diversas experiências vivenciadas pelos educandos.
No entanto, a realidade escolar tem mostrado que a linguagem do jogar muitas vezes não é vista, pela escola, como um fator proporcionador de aprendizagem indispensável para a saúde física, emocional e intelectual da criança. Só se joga na escola se sobrar tempo, na hora do recreio, ou se a situação permitir. Porém. o jogo está intimamente ligado com o ensino da matemática, pois ambos, desenvolvem o raciocínio lógico, estimula o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.
Os educadores matemáticos, devem procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, concentração, atenção, raciocínio lógico-dedutivo e o senso cooperativo, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.E isso se faz através de jogos educativos. Os jogos, se convenientemente planejados, são um recurso pedagógico eficaz para a construção do conhecimento matemático.
O uso de jogos no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno. A aprendizagem por meio de jogos, como dominó, palavras cruzadas, memória e outros permite que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e até divertido. Para isso, eles devem ser utilizados ocasionalmente para sanar as lacunas que se produzem na atividade escolar diária.Neste sentido verificamos que há três aspectos que por si só justificam a incorporação do jogo nas aulas. São estes: o caráter lúdico, o desenvolvimento de técnicas intelectuais e a formação de relações sociais.
Já que os jogos em sala de aula são importantes, devemos ocupar um horário dentro de nosso planejamento, de modo a permitir que o professor possa explorar todo o potencial dos jogos, processos de solução, registros e discussões sobre possíveis caminhos que poderão surgir.
Os jogos podem ser utilizados para introduzir, amadurecer conteúdos e preparar o aluno para aprofundar os itens já trabalhados. Devem ser escolhidos e preparados com cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos matemáticos de importância.Devemos escolher jogos que estimulem a resolução de problemas, principalmente quando o conteúdo a ser estudado for abstrato, difícil e desvinculado da prática diária, não nos esquecendo de respeitar as condições de cada comunidade e o querer de cada aluno. Essas atividades não devem ser muito fáceis nem muito difíceis e ser testadas antes de sua aplicação, a fim de enriquecer as experiências através de propostas de novas atividades, propiciando mais de uma situação.
Segundo Piaget (1970), os jogos não são apenas uma forma de divertimento, mas são meios que contribuem para o desenvolvimento intelectual. Nota-se que, segundo Piaget, a utilização de jogos em contextos educacionais estimula a construção e aprimoramento dos instrumentos cognitivos, favorecendo a aprendizagem de conteúdos.
Assim, o ato de jogar é um fator primordial no processo da matemática. A educação lúdica é uma necessidade do ser humano e facilita o desenvolvimento pessoal, social e cultural além de colaborar para uma boa saúde mental e favorecer os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento.
Portanto, salienta-se que todo aprendizado que o jogo permite é fundamental para a formação do educando podendo ajudar a formar indivíduos reflexivos, críticos e ativos.
Sendo assim afirma-se que o ato de utilizar os jogos são um fio condutor do processo de ensino e aprendizagem e que os docentes devem se apropriar e conhecer com profundidade os caminhos e atalhos metodológicos que podem ser criados a partir da aplicação coerente e fundamentados da ludicidade nas salas de aula durante o ensino da matemática.
Por Ana Isabel Carneiro Baptista Bomfim.

PIAGET, Jean. Psicologia e Pedagogia. São Paulo. Companhia Editora Forense, 1970.
FRIEDMANN, A. A arte de brincar: brincadeiras e jogos tradicionais. Petrópolis: Vozes, 2005.
BROUGÈRE, G. Brinquedo e cultura. S. Paulo, Cortez, 1995.
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 4.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

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